Natimortalidade

  • Posted on: 25 October 2018
  • By: claudio

A termo 1,3% (231)

Pré-termo 13% (132)

Da população geral 2,15% (419)

 

Definições

Mortalidade Infantil > Óbitos de menores de 1 ano por 1000 nascidos vivos.

Mortalidade Perinatal > Compreende os óbitos fetais tardios e os óbitos fetais precoces. 

             ® Óbito fetal tardio é o que ocorre antes ou durante o parto do feto pesando 500g ou mais.

             ® Óbito Neonatal precoce, compreendem os óbitos da primeira semana de vida.

Período perinatal - começa a partir da 22ª semana de gestação de fetos com mais de 500gramas - (O.M.S.).

Países desenvolvidos - 1ª causa de mortalidade no período perinatal - mal formação congênita.

Principais causas de óbito no Brasil - prematuridade, afecções respiratórias do recém-nascido, membrana hialina (alto índice de cesarianas), asfixia intra-uterina e intra-parto, baixo peso ao nascer, traumatismo obstétrico e infeção intra-uterina.

Mortalidade Neonatal - 36% referem-se ao período neonatal precoce, especialmente os óbitos ocorridos no 1º dia de vida.

As afecções respiratórias do feto e do recém nascido, e a síndrome de angústia respiratória, membrana hialina, que aumentou de 18% em 1990 a 21% em 1995, estão entre as principais causas de mortalidade neonatal.

 

Coeficientes de Mortalidade Infantil por Regiões

Brasil 1980 - 1990 - 1996

Regiões

1980

1990

1996

Variação 80-90

Variação 90-96

Brasil

85,6

47,8

37,5

-44,1%

-21,5%

Norte

83,6

44,6

36,1

-46,6%

-19,5%

Nordeste

120,5

74,3

60,4

-38,3%

-19,1%

Sudeste

61

31,2

25,9

-48,8%

-6,9%

Sul

55,5

27,6

22,9

-50,2%

-17%

C. Oeste

66,4

31,2

25,8

-53%

-22,8%

Coeficientes de mortalidade por 1000 nascidos vivos

Fonte: Sistema de Informação de Mortalidade/MS. Cálculo de Celso Simões (IBGE)

Redução do componente pós-neonatal: (+ 28 - < 1 ano)

Aumento neonatal: (0 - 27 dias)

 

Taxa de Mortalidade Perinatal por Regiões do Mundo - 1996 

Região

Estimativa de Mortalidade de Perinatal por 1000 NV (1993)

Estimativa de Mortalidade Perinatal por 1000 NV (1995)

Mundo

58

53

África

81

75

Ásia

61

53

Europa

14

13

América Latina

54

39

América do Norte

13

9

Oceania

52

44

Fonte: OMS, Perinatal Mortality, 1996, P.4

 

Distribuição Percentual e Coeficiente da Mortalidade por Idade dos Óbitos de Menores de 1 ano

Brasil 1990 - 1996

Anos

< 1 dia a 6 dias

7 a 27 dias

28 a < 1 ano

Total

 

%

CMI

%

CMI

%

CMI

 *

1990

35.876

37,5

17,9

11.017

11,5

5,5

48.583

50,8

24,3

95.476

1991

34.904

40,5

18,3

10.108

11,8

5,3

40.431

47,3

21,3

85.443

1992

33.474

39,7

17

9.213

10,9

4,7

41.639

49,3

21,2

84.326

1993

34.040

38,8

15,9

9.781

11,1

4,5

43.772

49,9

20,5

87.593

1994

35.683

41,1

16,2

9.728

11,2

4,4

41.286

47,6

18,8

86.697

1995

36.403

44,7

17,2

9.594

11,8

4,5

35.300

43,2

16,5

81.297

1996

35.046

46,9

17,6

8.984

12

4,5

30.678

41,1

15,4

74.711

* Menos as mortes com idade ignorada

Fonte: Sistema de Informação de Mortalidade SIM / CNEP / FNS / MS

 

Principais Causas da Mortalidade Neonatal

Brasil 1990 - 1992 - 1996

Causas

1990

1992

1994

%

%

%

Diarreia

1.140

2,4

654

1,6

594

1,3

Pneumonia

1.774

3,7

1.544

3,6

1.419

3,1

Afecções Perinatais

33.851

72,2

30.934

72,5

34.383

73,2

Anomalias Congênitas

4.068

8,7

4.173

9,7

4.699

9,9

Outras Causas

3.208

6,8

3.047

7,1

3.137

6,6

Causas Mal Definidas

2.852

6,1

2.335

5,5

1.765

4,0

Total

46.893

100

42.687

100

45.997

100

 

Mortes Neonatais por Afecções Perinatais (Principais Causas)

Brasil 1990 - 1995

CAUSAS

1990

1992

1995

%

%

%

Outras Afecções Respiratórias

8.917

26,3

8.729

26,0

9.876

28,7

Doença da Membrana Hialina

6.103

18

6.458

19,3

7.196

21

Prematuridade e Baixo Peso ao Nascer

5.430

16

5.043

15,0

4.434

13

Infecção Específica no Período Perinatal (exceto tétano)

3.781

11,2

3.698

11,0

4.378

12,7

Hipóxia Asfixia

4.197

12,4

3.794

11,3

3.702

11.7

Outras Causas

1.904

5,6

2.938

8,8

4.797

14,0

Outras Afecções Mal Definidas

3.519

10

2.849

8,5

2.947

9

TOTAL

33.851

-

33.509

-

37.330

-

Fonte: Sistema de Informação de Mortalidade SIM / CNEP / FNS / MS

 

Estudos realizados em Pelotas/RS mostraram que uma criança que nasce com menos de 2500g tem 18 vezes mais chance de morrer no primeiro ano de vida, quando comparada com crianças que, ao nascer, apresentam peso superior.

 

 

NATIMORTALIDADE E TIPO DE PARTO

 

 

Defeitos Congênitos

Ocorreram em 1:152, sendo o mais freqüente classificado como má-formação, seguido de cardiopatia congênita, pé torto, displasia acetabular, lábio leporino, hidrocefalia, anencefalia, mielomeningocele, mongolismo, e outros.

 

Mortalidade Materna

A mortalidade materna situou-se em 51 por 100.000 casos nascidos vivos.

Cesareanas - sangramento (1); eclâmpsia (2); peritonite (1); após bolsa-rota (1).

Anestesia peridural prévia à cesareana – (1).

Parto de cócoras – parada cardíaca em paciente com cirurgia valvular anterior (1); embolia pulmonar (1).

Parto fórceps – parada cardíaca após fórceps e indução (1).

Período de dilatação – sem diagnóstico preciso (1).

Nesse resultado não foram controladas as pacientes com abortamentos com menos de 5 meses.

Essa taxa de mortalidade materna situa-se um pouco abaixo da relatada por Faundes (1979-1983), Campinas 57:100.000, e 1/6 da taxa relatada por Belfort (1960-1983) de 315:100.000 para a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

 

Conclusão

Existiram muitos problemas no atendimento desse serviço, próprios e relacionados com o que acontece no nosso país. Olhando para esses resultados, vemos serem os da literatura médica.

Outros aspectos situam-se em níveis abaixo da média brasileira como: índice de cesareanas, fórceps, induções, uso de tranqüilizantes etc.

Teríamos que perguntar a que se deve essa diferença.

E entre os primeiros parágrafos da resposta estará a posição de parto que estimula a participação da mãe, e a consciência de quem participa do processo.