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O Parto Deitado

  • Posted on: 4 September 2018
  • By: admin

O que vemos no parto deitado? Uma mulher fazendo força, com as pernas para o alto, olhando o teto.

O único animal na escala evolutiva que tem o parto na posição deitada, com as "quatro patas" para cima, é a mulher. Não existe outro na natureza. Uma ovelha grávida, colocada de costas, morre. Se a macaca em trabalho de parto for colocada deitada, cessam suas contrações uterinas. Estes fatos me foram relatados por estudiosos da fisiologia obstétrica, professor Nicolas Assali, da UCLA, e o professor Caldero-Barcya, da escola de Montevideo.  

Exposição científica CPP 1982 - Prof. Moysés Paciornik e Prof. Caldero Barcya - Foto CP

Observe que a cabeça do nenê aponta para o teto. Uma criança tendo que aterrissar, em posição de decolar! 

            

                                                    Parto deitado, 1976.

O nenê ao estreitar-se na passagem vaginal é pressionado, e isto que faz com que o líquido amniótico que circula até o pulmão seja expelido. Por aí se vêem duas dificuldades impostas pela posição.

A primeira é que a criança, se sair sozinha, numa mesa dessa altura, pode acabar caindo no chão da sala. 

A segunda é que a cabeça está mais alta que o resto do corpo. Seu tórax está comprimido. Quando do desprendimento, ele inspira, expandido os pulmões e aspirando o líquido que não foi expelido. Daí a necessidade de aspiração artificial após o nascimento, com a ajuda do médico. A palmada no nenê já foi prática corrente. Ainda hoje suspende-se o nenê pelos pés. A justificativa para essa conduta é evitar a aspiração das mucosidades. Coloque-se no lugar de quem acabou de nascer: levar um tapa e ficar pendurado de cabeça para baixo por algo que você não sabe o que é.

 

Parto deitado, 1976. Ainda hoje suspende-se o nenê pelos pés.     

A placenta também não sai sozinha num parto deitado.

As intervenções médicas (aparar o nenê, rodá-lo etc) constituem manobras obstétricas. E elas são várias, com vários nomes, de cada médico que, nestes duzentos anos, as inventou.

Por exemplo, virar a criança quando acaba de nascer, e deixá-la de lado, foi realçado por De Lee, e tem como função evitar que o recém-nascido aspire líquido ou, se estiver hipotônico, evitar que, ao ficar de barriga para cima, a sua língua "caia para trás" e se asfixie.

É bonito ver a criança nascer girando e terminar seu movimento espontaneamente de lado.

O nenê ao estreitar-se na passagem vaginal é pressionado, e isto que faz com que o líquido amniótico que circula até o pulmão seja expelido. Por aí se vêem duas dificuldades impostas pela posição.

A primeira é que a criança, se sair sozinha, numa mesa dessa altura, pode acabar caindo no chão da sala.