As Diferenças entre a Mulher de Três Gerações e A Influência na Gênese do Câncer de Mama

AS DIFERENÇAS ENTRE A MULHER DE TRÊS GERAÇÕES PASSADAS E A ATUAL E A INFLUÊNCIA DA MUDANÇA NA GÊNESE DO CÂNCER DE MAMA

O presente ensaio foi realizado com dados obtidos nos anos de 1974 a 1977, coletados através do exame a levantamentos realizados em grupos indígenas Caingangues e Guaranis do Sul do Brasil, em diversos graus de aculturação, e em mulheres civilizadas, da cidade de Curitiba–Paraná.

Da mulher índia concluímos que é mais magra, não tinha o hábito de usar cadeiras altas, hábito este que está atualmente adquirindo, anda muito, mora em contato com a natureza. Há três gerações respirava o ar das florestas, alimentava-se delas, dos rios, dos cereais que plantava e curava-se em ervas.

Da sua história, que ela menstrua no máximo 120 vezes.

A mulher civilizada é pôr sua vez, mais gorda, sedentária, vive em lugares fechados e menstrua 370 vezes ou mais.

Quando acorda lava o rosto, também com a água de um rio, só que tratada com hidróxido de alumínio, cloro, flúor, cal, numa pia desinfetada com benzilclorados entre outros, com cheiro de um bosque de pinheiros.

Usa sabonete composto com nitrosamina, pinta sua boca, olhos, passa perfume, desodorantes axilares, vaginais e podais, com os produtos já citados, mais os metais pesados como o Tálio, usados como raticida, a anilina usada em cremes de sapatos, gasosas em alimentos, inseticidas e corantes, o benzol também usado em combustíveis, lakas e detergentes do solo.

Passa talco, que contém Zinco, Bismuto e é também responsável pelos 100% de sabonetes encontrados na população dos E.U.A. e no Brasil, o que não foi ainda evidenciada.

Escova sua boca com pastas coloridas que contém Hexaclorofeno, e toma banho com outros diversos químicos, conhecidos produtores de canceres de bexiga, leucemia, mesenquinomas, de brônquios a cólon. Isso após ter dormido com cremes faciais que promovem a maturação do seu apitélio vaginal , e passado um spray no quarto para que os mosquitos não a incomodassem.

Coloca seu relógio pintado com tinta radioativa, toma uma pílula de hormônio, algumas um anorexígeno, e tranquilizantes, fato este que aumenta com a idade.

Sua alimentação colorida, refinada em sentido literal, farta ou não, é cheia de outras siglas, fertilizantes, inseticidas residuais. Os macarrões contaminados com aflatoxina.

Também uma comida radioativa em pratos assépticos, limpos com uma variante dos já citados detergentes, e partículas de aço.

Respira os produtos de combustão incompleta, Benzatraceno, Benzopireno, Benzofluorenteno, Indenopirano, os cheirosos compostos Nitrogenados, Asbesto, Cadmium, Cromados, Óleo Isopropílico, Níquel, Cobalto, Chumbo etc., misturados com o ar, todos conhecidos pôr suas intoxicações agudas nas indústrias, e crônicas com repercussão para todos os sistemas, inclusive medula óssea e o nervoso.

Não podemos estimar quantos quadros leucêmicos, psicóticos, pulmonares e gástricos andam pôr aí, sem ser aventado sua possibilidade etiológica.

Essas são as principais mudanças ocorridas na nossa comparação. A influência dessas mudanças será o tópico sobre o qual discorreremos.

Recapitulemos as possibilidades de carcinogênese:

Um carcinogênico em altas doses provoca intoxicação aguda a morte ou um câncer. Em pequenas doses isoladas nada acontece. É necessário um agente promotor, que pôr sua vez isolado, também não teria repercussões.

O "milieaus" hormonal da mulher de hoje é completamente diverso, com uma carga estrogênica livre maior, mas que isolado não explica um aumento do câncer de mama.

Em Tenente Portela, R.G.S, a 100 Km da fronteira Argentina, no período de 1975-1976, constatamos dois caos de óbito tendo como causa primária o Câncer de Mama e 1 cariocarcinoma. Diagnosticamos 1 carcinossarcoma de corpo uterino e 1 carcinoma invasivo pouco diferenciado de colo uterino, numa população aproximada de 200 mulheres índias que serviram como comparação neste trabalho.

O que encontramos também foi o intenso uso de inseticidas organoclorados com repercussão em todo o ambiente, resultando-nos 30% dos casos de intoxicação que o Serviço Médico do Trabalhador Rural atende diariamente. Os produtos citados em linha anteriores são todos carcinogênicos.

Hoje 600.000 (1972) químicos diferentes são produzidos e usados. A lista aumenta num rateio de 500 por ano.

Não podemos estimar que essas doses diárias de diferentes quimioterápicos estejam fazendo dentro do organismo.

Esses compostos combinam-se da infinitum, e mesmos os que achamos não serem carcinogênicos podem tornar-se, em seu trajeto durante a escala alimentar, através de reações anzimáticas, nos organismos vivos.

"O impacto dos químicos nas comidas, água, ar, são meras conjecturas e não fatos".

O carcinogênico pode estimular a proliferação, calcular até as lesões pré-neoplásicas ou neoplásicas. Exemplos de atuação paradoxal têm nos organoclorados, (B.H.C, Aldrin, Paration, etc.). As Cochonilhas, insetos da ordem Homoptera, entram em partenogênese, infestando as folhas pulverizadas pelo inseticida. É obrigatório a polioquimioterapia para destruir-se este ser. Como informação, com a sua destruição, o pulgão aumenta, pois é controlado pelo primeiro.

Exemplo de combinação é dado pelo uso de fertilizantes e adubos que resultam na liberação de quantidade cada vez maiores de nitritos no solo como produtos intermediários da nitrificação e desnitrificação bactéria. Metabólitos de plantas e bactérias ocorrem no solo, como a amina secundária. Outras aminosamidas são trazidas nos químicos agrícolas. Em solos com essa composição foram adicionados nitrosanilinas a estes compostos foram encontrados nas plantas jovens.

Outros aspectos a ser considerados são as radiações presentes em todo o globo, como consequência de explosões atômicas, acidentes em usinas nucleares, radiodiagnósticos e tratamentos.

Os produtos radioativos ionizam a água, e os seres vivos, que por sua vez recebem nova carga através da ingestão dessa água e outros alimentos. Essa contaminação está presente em toda a escala orgânica.

Exemplo de atuação de carcinogênico radioativo é feito experimentalmente com o Lítio, substância similar ao Estrôncio 90 que na sua excreção lesa a membrana basal da bexiga, que é contínua em todos os mamíferos, fazendo que o tóxico, que deveria ser eliminado pela urina, volta à circulação sanguínea, fixando-se nos ossos por sua estrutura parecida com a do Cálcio, e em outros tecidos.

E o vírus? Seria inverossímil crer que não existissem há um século.

Sua população é infinita, e pode atuar como agente promotor ou carcinogênico, mas com certeza, não é nem deve ser o bode expiatório de nossa ignorância.

Onde está nossa lógica?

Diagnosticamos lesões mínimas, cuja população é de 1013 células, com métodos que provocam a doença (isotopodiagnóstico, radiologia etc.). Nosso tratamento é feito com meios que produzem a doença, novamente as radiações, os quimioterápicos como a Bomba de Mostarda, produtora de canceres de pulmão, e sua descendente a Ciclofosfamida, produtora inconteste de canceres de bexiga.

Devemos ter em mente, que se tempo de evolução necessária houver, após o bombardeamento do continente canceroso no tratamento com sucesso de uma lesão curável, diagnosticaremos novamente e precocemente o processo que com nosso tratamento ajudamos a provocar.

A ênfase dada sobre mastectomia radical ou tumorectomia são detalhes desfocados de um problema que para ser mais bem resolvido, deverá ser abrangido como um todo, focalizando-se obrigatoriamente na profilaxia e neutralização dos 600.000 agentes químicos a outros sem números de produtos radioativos, que já estão em nosso tecido adiposo e empestam nosso ambiente.

Ou seja, que só desarticule o maior laboratório de carcinogênese experimental, que é hoje o globo terrestre.

 

LESÃO DE 1 CM. 1013 CÉLULAS

I. Koss - SP, 1977.

90 RADS = CÂNCER

Abreugrafia obrigatória anual para os estudantes

 

Para se ter o equivalente a 10 colheres de açúcar refinado, necessitar-se-ia comer 1,5 kg de cana-de-açúcar, ou seja, a proporção de 12:1.

 

Asbestos:

100% da população dos U.S.A.

Ligado aos Mesenquinomas de pulmão e câncer gástrico no Japão.

 

STRESS - TESTE DE LUSCHER:

Em 200 gestantes.

60% com alterações significativas.

 

Em 200 casos de câncer de mama, havia a média de ingestão de 1,5 medicamentos por paciente, variando com a origem e idade, sendo os mais frequentes: Hormônios e Tranquilizantes - C.P. V.I. C.B.M. Campinas 1977.

 

Mulheres índias - número máximo de menstruações: 120

Mulheres em Curitiba 1976 - número de menstruações: 348

 

"Nos ares, água e lugares" Hipócrates.

"O homem para sobreviver terá que combater os ruídos como a cólera". R. Koch. - 1910

 

BIBLIOGRAFIA:

1. Índia não tem câncer ginecológico? C. Paciornik - M. Paciornik. CBGO 1975

2. Não perturbem o parto índio: Parto de Cócoras e em Decúbito Dorsal em Confronto. C. Paciornik CBGO 1975

3. Amamentação nas Reservas Indígenas do Sul do Brasil. C. Paciornik. CBM Campinas 1977

4. Patologia mamária nas reservas indígenas do Sul do Brasil. C. Paciornik. CBM Campinas 1977

5. Inseticidas e seu emprego na combate às pragas. F. Mariconi. S. Paulo, Nobel 1976.

6. Environment and Cancer - Papers presented in 24th Annual Symposium on Fundamental Cancer Research, 1971 - U.T. M.D.A. Hospital and Tumor Institute at Houston

6a. "Formation of Carcinogenic Nitroso Compounds Under Biological Conditions". J.J.Sander

6b. "Identifying Environmental Hazards" Winder e Hoffman 120-137.

6c. "Approaches to the Mechanisms and Controls of Chemical Carcinogenesis.E.E. Muller and J Muller 6-39

7. Poeiras Radioativas - depoimentos coordenados . A. Pirie, M.A Ulisséia Ltda. 1962.

8. Documento Abril 2 - Alimentos - pg.111-132 outubro 1976.

9. Estatística e correlação de Dados epidemiológicos em um consultório de Mastologia. C. Paciornik. C.B.M Campinas 1977.

10. Palestras do VI Tutorial on Clinical Citology 1977 São Paulo. L. Koss. O que cura o câncer e causa. Mostarda Nitrogenada, radiações, anduxan etc.

11. Quimioterapia: Avanços no Controle do Câncer - D.Erlich. S.Muller

12. Palestra H. Medina  CPPM .Curitiba 1977

13. Palestra - proferido por D. Varella. CTP SP 1977